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A História da Filosofia – (Will Durant) 2010/06/23

Posted by gsavix in Memorando.
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Existe um prazer na filosofia, o qual pode ser sentido até que, as vulgares necessidades da existência física o arrastem do auge do pensamento, para o mercado da disputa e do lucro econômico. A maioria de nós conheceu um certo período áureo em nossas vidas, quando a filosofia transforma o pensar em deleite, quando o amor de uma verdade modestamente esquiva, parece incomparavelmente mais glorioso do que a ânsia por banalidades cotidianas e efêmeras do mundo. E sempre há, em nós, um sequioso remanescente daquela antiga admiração da sabedoria. Sentimos que a vida tem um significado e procurar esse significado, é extase contínuo. Observando o crescimento de uma muda de abacateiro, as estações do ano, o céu matinal ou as estradas do céu sendo percorridas por aviões ou estrelas. Uma parte muito grande de nossas vidas é destituída de significado, compreendendo o repetição de futilidades; lutamos com o caos que nos cerca e que está dentro de nós; mas o tempo todo acreditamos existir algo vital e importante em nós, se ao menos pudéssemos decifrar nossas almas. Queremos compreender: a vida, para nós, significa transformar em luz e chama tudo aquilo que somos ou com que nos deparamos; somos semelhantes a qualquer um daqueles, que não querem milhões, mas respostas para as perguntas; queremos ter conhecimento do valor e da perspectiva das coisas passageiras e, assim, sair do turbilhão das formalidades cotidianas. Queremos saber quais são coisas pequenas e quais são grandes antes que seja tarde demais; queremos ver as coisas , agora, tal como irão parecer sempre ― à luz da eternidade. Queremos aprender a rir diante do inevitável, a resistir quando a morte aparecer. Queremos ser um todo, coordenar nossas energias criticando e harmonizando nossos desejos; porque energia coordenada é a última palavra na ética e na política, e talvez também na lógica metafísica. Ser filósofo não é apenas ter pensamentos sutis ou fundar escola, mas amar o saber a ponto de viver, segundo os ditames deste saber, uma vida de simplicidade, independência, magnanimidade e confiança.
Podemos estar certos de que, se conseguirmos controlar o saber, todas as demais coisas nos serão incorporadas. Procurem, primeiro, as boas coisas da mente e o resto lhes será proporcionado, ou, então, a falta do resto não será sentida. A verdade não nos fará ricos, mas nos tornará livres.

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