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Achados no Centro Cultural de São Paulo 2009/08/07

Posted by gsavix in Memorando.
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Agosto de 2009

número do tombo: d21133

“o rouxinol dos pampas Carlos Gardel”

media: Long Play 33 rotações (odeon mofb 66)

doação: Lenira Ribeiro Lima

lado a:

el dia que me quieras
confesion
esta noche me emborracho
volvio una noche
yo no se que me han hecho tus ojos

lado b

madreselva
che papusa oi
aquellas farras
sueño querido
noche de reyes
yira, yira

transcrição da capa do Long Play da Odeon:

“No dia 24 de junho de 1935, milhares de corações nas cinco partes do mundo cobriram-se de luto e choraram. Nesse dia, o avião em que viajavam Carlos Gardel e seus companheiros artísticos abateu-se em terras da Colômbia, envolto em chamas. E assim desapareceu, tragicamente, o rouxinol dos pampas – aquele a quem o tango se convertera na mais pura expressão lírica da alma portenha e adquiriria a categoria de canção de ressonância universal.

Desde esse dia fatídico, muitos lustros são passados, mas Gardel, triunfador da morte e do olvido, [esquecimento] continua vivo nos discos, na tela, nas fotografias de sorriso aberto que reproduzem jornais e revistas.

Por isso, a etiqueta [selo] que tomou a si, quando iniciava Gardel a sua carreira, a função de propulsionar e difundir a sua arte, cumpre agora com orgulho a de preservar a sua imortalidade, num LP que é emocionada homenagem ao seu talento e em que resplandece vivificada, a sua qualidade de intérprete supremo da canção popular argentina.

Poucos artistas tiveram a carreira tão nitidamente marcada por etapas que assinaram, passo a passo, a sua ascenção.

por volta de 1910, é El Morocho, que canta uma noite num comitê político de San Telmo de Valvanera e logo na noite seguinte, ergue a voz no armazém junto ao Mercado de Abasto. No primeiro, provoca murmúrios de admiração entre gente de nome. No bairro de Abasto, as mocinhas sonhadoras abrem as janelas para sorver as notas das suas serenatas.

Um ano depois, um encontro com outro cantor não menos comentado, “El Oriental”, produz, em 1913, a dupla Gardel-Razzano.

Em 1917, escreve a página inicial do que haveria de ser copiosa história, ao gravar seu primeiro disco para esta etiqueta [selo].

Correm os anos de triunfos, repetem-se excursões pelo interior da argentina e pelas repúblicas vizinhas, até que m 1923, a repercussão de sua fama o leva a realizar sua primeira viagem à europa, em companhia de Rivera de Rosas. Apresenta-se ao público espanhol, no teatro apolo de madrid, com a sua criação de “mano a mano” e deixa atrás de si um rastro de verdadeira simpatia.

Em agosto de 1925, canta numa estância buenairense para ilustre visitante: Eduardo, príncipe de gales. e tal modo entusiasma o real hóspede, que este não tarda em acompanhá-lo em “la cumparsita” tangendo um “ukelele”.

Dois meses mais tarde, volta gardel a madri, cidade que visitaria de novo em 1927, quando também se exibiria em barcelona.

Atrai-o paris com os seus fulgores e ali se apresenta, a 2 de outubro de 1928, no dancing flórida.

Em paris, ponto de constante retorno, aonde voltaria em 1930, e, mais uma vez, em 1932, gardel leva a sua imagem e a sua voz à tela, como protagonista das suas primeiras películas (filmes) importantes.

No começo de 1935, inicia com seus guitarristas, em San Juan de Puerto Rico, uma excursão pela américa do sul, que teria como ponto final a sua querida buenos aires.

Percorre o continente e 14 de junho de 1935 é dia de sol e de festa em bogotá porque nesse dia chega à capital da antiga nova granada o rei do tango, como o anunciam os enormes cartazes pelas paredes e como o repete o povo que o acompanha, numa consagradora apoteose, do aeródromo à cidade.

De 14 a 23 de junho, canta para os extasiados bogotanos, longe de suspeitar que repassava as últimas contas do rosário de suas noites.

Decorreram mais de vinte anos desde a tragédia que roubou carlos gardel ao mundo e à arte. mas perpetuada nos sulcos do disco fonográfico, a sua voz imortal, sempre expressiva, sempre atual, se apresenta com o mesmo esplendor de quando gardel emitiu suas estrofes amorosas e súplices (suplicas), exaltadas e desdenhosas, palpitantes de entusiasmo e marcadas pelo desânimo – estrofes que traduzem toda a vibração da alma portenha. a técnica eletromecânica, admiravelmente conjugada com a arte e sempre a caminho de maiores perfeições, manterá eterna e milagrosamente jovem a voz de carlos gardel e em plena vida o triunfo do arquetipo da canção “criola”, para que o fervor do povo possa sempre saudar e aclamar, vivo e presente o seu ídolo de todos os tempos, o intérprete supremo do tango argentino, o rouxinol dos pampas.

iem fabrica odeon s.a. – cgc 33249640/4 indústria brasileira –
embalagem patenteada m.u. 4149

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