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Madame Bovary 2009/04/16

Posted by gsavix in Memorando.
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Biblioteca Narbal Fontes, São Paulo

Madame Bovary

Flaubert, Gustave, 1821-1880, Editora Abril Cultural, 1979, SP,

Tradução de Araújo Nabuco, sob licença de Livraria Martins Editora, São Paulo.

Gustave Flaubert nasceu em Rouen, França, a 12 de dezembro de 1821, e faleceu em Croisset, perto de Rouen, a 8 de maio de 1880. Filho de um cirurgião, Flaubert cresceu entre “todas as misérias humanas”. Delas se afastou ao ingressar no então colégio real, onde foi tomado de entusiasmo e encantamento pela poesia, pelas reconstituições históricas e pelos romances. Aos 15 anos, apaixonou-se por Elisa Schlésinger – casada, com um filho, e 15 anos mais velha que ele. A paixão por Elisa acompanhou-o por toda a vida, inspirando, anos depois, uma literatura romântica, entremeada de confissões melancólicas: Memórias de um Louco (1838), Novembro (1842) e a primeira Educação Sentimental (1945). Em 1840, obedecendo ao desejo paterno, Flaubert viaja à Paris, onde frequenta os cursos da Faculdade de Direito. Porém, abandonou cedo os estudos, desiludido pelos trágicos acontecimentos da Revolução liberal de 1848. Em seguida, talvez para superar os equívocos de um amor impossível, viajou para a África do Norte e o Oriente Próximo. Retirou-se depois para seu sítio em Croisset, dedicando os restantes 30 anos de vida ao trabalho literário, em solidão quase total. Um caso de adultério, seguido do suicídio da mulher, inspirou seu romance Madame Bovary, que começou a sair em 1856 na Revue de Paris e foi publicado como livro em 1857. A obra acarretou-lhe um processo por “ofensa à moral pública e religiosa”. No julgamento, perguntaram-lhe quem teria sido a modelo, tal a veracidade da personagem. Sua resposta foi histórica: “Madame Bovary sou eu”. Pouco compreendido em sua época, Madame Bovary é considerado como o mais importante romance da literatura francesa. Em 1862, abandonando a temática realista, Flaubert publicou Salambô, romance histórico sobre a queda de Cartago. Seguiram-se a segunda Educação Sentimental (1869), romance autobiográfico, de introspecção psicológica, e A tentação de Santo Antonio (1874). Antes de morrer, ainda escreveu os contos A Lenda de São Julião Hospitaleiro. Heródias e Um Coração Simples, reunidos no volume Três Contos (1877). Dedicou os últimos anos de sua vida a um romance que deixou inacabado: Bouvard et Pécouchet (1881).

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