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FAB pretende fechar encomenda novos caças 2009/02/06

Posted by gsavix in noticiário genérico.
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Valor Econômico 04.fev.2009, a2

transcrito por gilberto dos santos alves gsavix@gmail.com

Daniel Rittner (de Brasília)

Os fabricantes dos caças selecionados para a fase final do projeto F-X2 prometeram à FAB, transferência de tecnologia e abertura de códigos-fonte para a indústria nacional. Algumas propostas têm mais de 4 mil páginas e já começaram a ser avaliadas pelo Comando da Aeronáutica, que confirmou ontem a intenção de fechar uma encomeda, provável de 36 aviões, no segundo semestre, apesar da crise.

O comandane Juniti Saito admitiu a possibilidade de atrasos em projetos da FAB, por causa de cortes orçamentários, mas garantiu que isso não afetará o cronograma do F-X2, bem como os programas de modernização da frota de F-5 e AMX. A Aeronáutica perdeu, na tramitação parlamentar, R$ 188 milhões dos recursos para investimentos propostos pelo governo ao Congresso. O orçamento ficou em cerca de R$ 1 bilhão por enquanto, Saito afirmou só ter autorização da área econômica para gastar até 50% disso.

A compra dos caças de múltiplo emprego deve custar pelo menos US$ 2 milhões, mas equipamentos militares são financiados em vários anos. Segundo o comandante, “qualquer empresa” exige umpagamento inicial de 15%, no mínimo. Se o contingenciamento for muito forte, uma solução estudada pela FAB é negociar o desembolso da entrada só no ano que vem. “Pretendemos assinar o contrato no segundo semestre deste ano, mas nada impede que façamos o primeiro pagamento em 2010″, afirmou.

A proximidade de uma decisão trouxe ao Brasil altos executivos das três fornecedoras pré-escolhidas pela FAB:

1. Boeing, americana, fabricante do F-18 E/F Super Hornet;
2. Dassault, francesa, fabricante do Rafale;
3. Saab, sueca, fabricante do Gripen NG;

O presidente mundial da Saab, Ake Svensson, disse ao Valor que está preparado para “uma abrangente cooperação de longo prazo” com a indústria brasileira. “Estamos completamente dispostos a compartilhar tecnologia e códigos-fonte com os nossos parceiros”, antecipou. Svenson procurou lembrar o histórico de parceria com a Embraer no desenvolvimento do Sivam e ressaltou “a melhor relação custo-benefício”da nova geração de caças Gripen. Ele destacou os custos mais baixos, em função de ser o único monomotor entre os jatos pré-selecionados, e o aumento da autonomia de vôo em até 50%, graças à incorporação de uma nova turbina.

Os americanos também prometeram deixar de lado, no FX-2, a tradição de evitar transferência de tecnologia nas vendas de armamentos. A Boeing ofereceu, com o aval do governo dos EUA, como parte da proposta apresentada na segunda feira, a liberação do radar APG-79 da Raytheon, com varredura eletrônica ativa. “A Boeing está buscando a oportunidade de estabelecer parcerias de longo prazo com a FAB, a indústria brasileira e com o governo do Brasil”, afirmou Bob Gower, um dos vice-presidentes da Boeing Integrated Defense Systems, em nota oficial.

O fato de já ter sido empregado em combate e contar com boa quantidade de unidades em operação, o que facilita futuras modernizações e reposição de peças, é um ponto a favor do F-18 Super Hornet. os possíveis embargos dos EUA à transferência de tecnologia sempre jogaram contra, mas essa política foi “relaxada” agora, segundo oficiais da FAB.

A extensão desse relaxamento é o que o Aeronáutica vai avaliar. Fontes familiarizadas com o projeto de aquisição dos caças dizem que a mudança de postura reflete, em parte, o aprofundamento das relações bilaterais e a visão em Washington de que o Brasil é um parceiro confiável na região. Mas observam também que a aproximação da Venezuela com a Rússia estimula a Casa Branca a ser mais flexível nas negociações com os brasileiros.

Os franceses da Dassault são apontados como favoritos, após a “associação estratégica” acertada com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Os franceses já fecharam com o Brasil a venda de helicópteros e a construção da parte não-nuclear de submarinos. Mas diferentemente do F-X original, a Dassault não entrou na disputa em associação com a Embraer, de quem é sócia. A empresa brasileira, desta vez, será a principal beneficiária de tecnologia com a compra, não importa o vencedor.

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Comentários»

1. Edmar - 2009/06/09

Caros Amigos.:

Tem que dar “Dassault Rafale F-3”, pois é o melhor avião para o Brasil.
Entre.. “Boeing F/A-18 E/F Super Hornet” .,. “Saab Gripen NG”.,.”EuroFighter Typhoon”.e. “Dassault Rafale F-3″…, o “Dassault Rafale F-3” é o melhor.
Ele é mais ágil, manobravél e rápido, além de outras qualidades…

Abraço a todos.


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