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demonstração de artigo para bibliotecas 2009/01/26

Posted by gsavix in Memorando.
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Biblioteca Nuto Santana – Prefeitura do Município de São Paulo – Brasil

Teoria geral dos sistemas
Ludwig von bertalanffy, editora vozes ltda, petropolis, 1973

Universidade de Alberta, Edmonton, Canadá, copyright tm 1968, editora george braziller, inc. “general system theory”

O presente volume parece exigir algumas notas introdutórias que esclareçam sua finalidade, conteúdo e método de apresentação.

Há um grande número de textos, monografias, simpósios, etc dedicados aos sistemas e à teoria dos sistemas. A Ciência dos Sistemas ou algum dos seus múltiplos sinônimos, está rapidamente tornando-se parte do currículo estabelecido das universidades. Trata-se predominantemente de um desenvolvimento da ciência da engenharia em sentido lato, exigido pela complexidade dos sistemas na tecnologia moderna, nas relações entre o homem e a máquina, na programação e em outras considerações que não eram sentidas na tecnologia do passado recente mas que se tornaram imperiosas nas complexas estruturas tecnológicas e sociais do mundo moderno. Neste sentido, a teoria dos sistemas é eminentemente um campo matemático, oferecendo técnicas parcialmente originais e altamente complicadas, em estreita ligação com a ciência dos computadores e essencialmente determinadas pela necessidade de enfrentar uma nova espécie de problema que está surgindo.

O que pode ser obscurecido nesses desenvolvimentos por mais importantes que sejam, é o fato de que a teoria dos sistemas consiste numa ampla concepção que transcende de muito os problemas e exigências tecnológicas, é uma reorientação que se tornou necessária na ciência em geral e na gama de disciplinas que vão da física e da biologia às ciências sociais e do comportamento e à filosofia. É uma concepção operatória, com graus variáveis de sucesso e exatidão, em diversos terrenos, e anuncia uma nova compreensão do mundo, de considerável impacto. O estudante de ciência dos sistemas recebe um treinamento técnico que torna a teoria dos sistemas – originariamente destinada a superar a ultra-especialização corrente – mais uma das centenas de especialidades acadêmicas. Ainda mais a ciência dos sistemas, centralizada na tecnologia computacional e cibernética, automação e engenharia de sistemas, parece tranformar a idéia dos sistemas em outra técnica – na verdade, a última – para configurar o homem e a sociedade ainda mais na mega-máquina, que Mumford (1967) descreveu de maneira tão impressionante em sua marcha através da história.

O presente livro espera fazer uma contribuição a ambos os aspectos implicados no que foi dito acima, isto é, oferecer ao estudante da ciência dos sistemas uma perspectiva ampliada e, de outra parte, dar ao leitor em geral uma visão panorâmica de uma criação indubitavelmente característica do mundo atual e de grande importância para nossa época. Embora tenha plena compreensão de suas limitações e deficiências o autor julga-se capacitado a empreender este trabalho porque encontrou-se entre os primeiros que lançaram a teoria geral dos sistemas, tornada agora um importante campo de pesquisa e aplicação.

Conforme observou corretamente Simon (1965), uma introdução a um campo de conhecimento que está rapidamente desenvolvendo consiste em grande parte na história de seus conceitos. Não é portanto inadequado que o presente trabalho seja constituído de estudos escritos ao longo de um período de cerca de trinta anos. O livro apresenta assim a teoria dos sistemas não como uma doutrina rígida (o que atualmente não é), mas em seu movimento e no desenvolvimento de suas idéias que, é de esperar, podem servir de base para ulteriores estudos e pesquisas.

A fim de satisfazer esta finalidade, esses estudos foram distribuídos em ordem lógica e não em ordem cronológica, tendo sido cuidadosamente revistos. A revisão foi limitada contudo à eliminação de repetições, pequenas melhorias de estilo e alguns retoques convenientes. Deliberadamente não foram feitas alterações no conteúdo de um ponto de vista posterior obtido em época mais tardia. Não foi possível evitar completamente as repetições porque idéias semelhantes aparecem às vezes em contextos diferentes, mas esperamos que tenham sido mantidas em nível tolerável. Este fato pode mesmo não ser inconveniente para o estudante que procura a idéia geral ou uma aplicação dela a um campo específico.

As fontes originais acham-se indicadas na lista dos agradecimentos. Para avaliar-se o material apresentado e por motivos de prioridade, que se tornarão aparentes alguns dados principais podem ser resumidos da seguinte maneira: O capítulo 5 (1940) introduziu a teoria do organismo como sistema aberto, juntamente com o trabalho de Burton (1939), este foi o enunciado original do conceito que adquiriu crescente importância a aplicação. Esta publicação permaneceu quase desconhecida entre cientistas ingleses e americanos, sendo portanto reproduzida integralmente, embora muita coisa possa ser acrescentada, conforme as análises parciais feitas nos Capítulos 7 (1964) e 6 (1967). Igualmente, o primeiro anúncio da teoria geral dos sistemas (1945) é reproduzido no capítulo 3, resumido e até certo ponto reorganizado, mas fora disso fiel ao original. O apêndice (resumo de uma comunicação apresentada em 1947) é reproduzido como um primitivo enunciado, feito muito antes de terem aparecido a teoria dos sistemas e os termos e campos afins no mundo acadêmico e na tecnologia. Uma recapitulação em linguagem não técnica (1956) serve de capítulo 2. Os capítulos 1 e 4 procuram fazer a história até o momento atual.

O autor deseja estender seus agradeciemntos a muitas pessoas e organizações que facilitaram a realização do trabalho agora apresentado. Devemos nossos agradecimentos ao Dr. George Brantl, diretor da George Braziller Inc, por ter sugerido a publicação e por sua valiosa assistência editorial na apresentação do livro, com o que este foi aprimorado. Agradecemos sensibilizados a permissão dada pelos editores das publicações onde os ensaios apareceram pela primeira vez, conforme se acha indicado na lista das fontes. A mesma gratidão desejo expressar às várias organizações que patrocinaram parte do trabalho aqui apresentado mediante doações para pesquisa e outras formas de ajuda. Estas organização foram, entre outras, o National Research Council e o National Cancer Institute of Canadá, o Canadá Council, o University of Alberta General Research Committee. A secretária do autor, senhora Elizabeth Grundau, cuidou do manuscrito em suas várias fases, ajudou o trabalho de pesquisa bibliográfica e fez a tradução dos capítulos originariamente publicados em alemão, excedendo assim de muito a rotina da função de secretária. Por último, mas não menos importante, minha mulher, Maria von Bertalanffy, merece meus agradecimentos por sua incansável ajuda e pelas críticas feitas quando estes ensaios foram escritos. Sem o encorajamento dos colegas, demasiado numerosos para poderem ser mencionados, o autor, em face de dificuldades e obstáculos, dificilmente teria perseverado na tarefa de introduzir e desenvolver a teoria geral dos sistemas.

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Comentários»

gsavix - 2009/05/27

verdadeiramente é esta a edição que precisamos ler e entender para a pacífica resolução de problemas complexos.

gsavix - 2009/01/26

boa tarde! Olha eu desconheço esse Sumário que você apresentou. Verificarei se consta em alguma outra publicação.

1. leitor de artigos - 2009/01/26

olá! gostaria de saber se é nesta publicação que temos a estrutura abaixo.
obrigado.

Sumário

Agradecimentos, 9
Prefácio à edição brasileira, 11
Introdução, 17
Dicas para quem está lendo pela primeira vez, 31

Parte I

Como as nossas ações criam a nossa realidade … e como podemos modificá-la

1. “Dê-me uma alavanca longa o bastante… e, com uma das mãos, moverei o mundo”, 37
2. Sua organização tem uma deficiência de aprendizagem?, 51
3. Prisioneiros do sistema ou prisioneiros do nosso próprio pensamento?, 61

Parte II

A quinta disciplina: a pedra fundamental da organização que aprende

4. As leis da quinta disciplina, 89
5. Uma mudança de mentalidade, 99
6. Modelos da natureza: identificando os padrões que controlam eventos, 123
7. O princípio da alavancagem, 143
8. A arte de ver a floresta e as árvores, 155

Parte III

As disciplinas essenciais: construindo a organização que aprende

9. Domínio pessoal, 167
10. Modelos mentais, 201
11. Visão compartilhada, 233
12. Aprendizagem em equipe, 261

Parte IV

Protótipos

13. Abertura, 301
14. Localismo, 315
15. O tempo do gerente, 329


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